A PRECARIZAÇÃO DA MULHER

By Wednesday, June 13, 2018 0 No tags Permalink

A mulher está em precarização! A mulher está insegura de si mesma, está sofrendo alterações em sua identidade e esse é um assunto sério.
Que peso a mulher tem colocado sobre ela mesma. Que título a mulher tem colocado sobre ela mesma. Qual valor a mulher tem dado a si mesma.
Sim, são afirmações. Tais afirmações eu tenho concluído a partir do que tenho observado ocorrer em nossos dias.
A mulher dos nossos dias vive debaixo de um peso, de uma pressão que a tem destruído aos poucos, e aos poucos sem perceber essa mulher tem se perdido e se corrompido.
A mulher dos nossos dias tem se diminuído, se humilhado e tem se vendido por muito pouco.
A mulher tem buscado uma perfeição exterior, que tem servido como uma perfeita máscara para cobrir o que não está perfeito por dentro.
A mulher tem esquecido de ser bela, pura, inteligente, divertida, simples. O foco da mulher dos nossos dias está em como pode ser ainda mais perfeita e atraente. Seus valores estão focados em status, aparência física, bens, carreira profissional e vida amorosa. Todo o seu desejo por sucesso e realização está sendo terceirizado. E, porque terceirizar o que a mulher pode conquistar por si própria? Porque terceirizar a própria felicidade? Se a vida está em suas mãos, porque a felicidade tem que estar na mão do outro? Porque esperar por aprovação quando por si própria ela pode se aprovar? A realização de uma mulher não está em um sim de um homem, mas no sim que ela dá à si mesma. Porque viver de tentativas quando pode-se viver de certezas?
A mulher está morrendo aos poucos, e vem perdendo toda a sua força em uma guerra que ela mesma engressou sem ser enviada. Porque a mulher se alistaria em uma guerra contra ela mesma, onde todos os seus ataques estariam maltratando a si mesma? Pois, todas as vezes que a mulher se expõe ou se exibe a troco de um olhar, ela está colocando sobre si própria um peso que a pode matar quando não é correspondida ao nível que ela esperava.
Porque a mulher entra em guerra com o próprio corpo, submetendo-o à dietas e exercísios extremos a troco de se igualar a todas as outras? Não saberia a mulher que quem se iguala só o faz por ainda não saber que é única?
Hoje, as mulheres dos nossos dias, tiram a vida, por não conseguirem se igualar ao padrão ditado pela mídia. Vivem uma vida em função de serem aceitas pelos outros, e esquecem de olhar para dentro de si próprias para cultivarem aquilo de maior valor. Passam uma vida inteira, em torno do que é superficial, do que é aparente aos olhos somente e no fim da vida, terminam solitárias.
Temos o exemplo do falecimento recente de Katherine Spade, conhecida como Kate Spade, que faleceu de depressão com 55 anos de idade, quando se suicidou em seu apartamento em New York. Kate tinha condições financeiras, beleza, status, carreira, família… e tudo isso não foi suficiente para mantê-la viva. Ela tirou a própria vida porque provavelmente nunca tinha encontrado o sentido dela. O que estava aparentemente bem na vida de Kate Spade aos olhos dos outros, não era suficiente pra ela.
Por isso, mais vantagem é viver para o que é suficiente para você mesma, do que viver em função do que vai agradar o outro.
A verdade é que, todo excesso esconde uma falta. A escritora Carolina Vila Nova tem uma frase que diz: “Diga-me como você se exibe, e eu lhe direi qual é o seu vazio”. Essa frase é uma realidade para os nossos dias, em especial para o perfil de mulheres que estamos abordando aqui. Todas as vezes que uma mulher exibe algo, existe um motivo pelo qual ela faz isso. Todas as vezes que existe um exibicionismo físico, exagerado e exuberante, de uma intensidade anormal, existe também uma falta ou uma necessidade que precisa ser preenchida. O simples fato de muito se exibir, demonstra desiquilíbrio e desarmonia. Pois, quem está completo e resolvido não possui necessidade de aparecer.
E o que falta? Falta permitir-se conhecer, identificar as faltas e preencher o vazio de forma adequada. Encerre hoje a guerra contra si mesma. Faça as pazes com si própria, com seu corpo, suas emoções e seu intelecto. Pois quando você conseguir ser dona de si própria, não precisará mais da aceitação alheia. Ser você mesma de forma equilibrada será o bastante para te manter bem, feliz e resolvida. Sabe, aquela mulher precária? Devolva-lhe a vida, liberte-a. Não existe necessidade de terceirizar o valor da mulher. A própria mulher pode fazer isso, se ela quiser.

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